Créditos do AI Builder: o que muda em novembro de 2026

 

Créditos do AI Builder mudam em novembro de 2026: como evitar que automações parem

A transição dos créditos do AI Builder começa em 1º de novembro de 2026. Por isso, empresas que utilizam inteligência artificial no Power Apps e no Power Automate precisam revisar seus contratos, o consumo atual e a capacidade disponível.

A mudança não significa o fim do AI Builder. Seus modelos e recursos continuam disponíveis. O que muda é o modelo de capacidade utilizado para executar essas funcionalidades.

Gradualmente, os créditos tradicionais do AI Builder darão lugar aos Copilot Credits. Sem planejamento, essa transição pode afetar automações importantes para a operação da empresa.

O que muda nos créditos do AI Builder?

O AI Builder permite incorporar recursos de inteligência artificial a aplicativos e fluxos da Power Platform.

Entre as aplicações estão:

  • Extração de informações de documentos;
  • Reconhecimento de texto em imagens e arquivos;
  • Processamento de formulários;
  • Classificação de conteúdo e análise de sentimento;
  • Detecção de objetos e criação de previsões;
  • Uso de prompts com inteligência artificial;
  • Processamento automático de dados em fluxos.

Historicamente, algumas licenças incluíam créditos do AI Builder. Também existiam complementos de capacidade contratados separadamente.

A Microsoft está promovendo uma transição desse modelo para o uso de Copilot Credits. Por isso, é importante entender como a capacidade atual da empresa será mantida após as mudanças contratuais.

O AI Builder será descontinuado?

Não. A mudança não representa o encerramento do produto.

Os recursos do AI Builder continuam disponíveis. A alteração está relacionada ao modelo de capacidade e consumo, e não ao fim das funcionalidades.

Isso significa que a empresa não precisa abandonar automaticamente os modelos existentes. No entanto, precisa garantir que haja capacidade compatível para continuar executando as soluções.

O que acontece em 1º de novembro de 2026?

A partir dessa data, licenças elegíveis adquiridas ou renovadas deixarão de gerar novos créditos incluídos do AI Builder nos mesmos moldes anteriores.

Clientes que adquiriram ou renovaram licenças elegíveis antes dessa data poderão continuar recebendo os créditos correspondentes até o término do contrato aplicável. Complementos ativos também poderão ser utilizados até o encerramento dos respectivos contratos.

Portanto, o impacto não será igual para todas as empresas em 1º de novembro.

A situação dependerá das licenças contratadas, das datas de renovação e da capacidade disponível em cada ambiente. Antes de tomar decisões, é importante verificar as condições específicas dos contratos.

Os créditos serão convertidos automaticamente?

Não. A Microsoft informa que não haverá conversão automática dos créditos do AI Builder em Copilot Credits.

Durante a transição, os dois tipos de capacidade poderão coexistir. Quando um recurso do AI Builder for executado no Power Apps ou no Power Automate, a plataforma tentará consumir primeiro os créditos tradicionais disponíveis.

Se esses créditos estiverem ausentes ou esgotados, a execução poderá utilizar Copilot Credits. Se não houver nenhuma das duas capacidades disponíveis, o recurso poderá ser bloqueado.

Por isso, revisar a capacidade antes de uma interrupção é essencial.

Uma automação pode parar por falta de créditos?

Sim. Se um fluxo depender de uma ação do AI Builder e não houver capacidade disponível, essa etapa poderá falhar.

O impacto pode atingir processos como:

  • Leitura de notas fiscais e contratos;
  • Cadastro automático de documentos;
  • Classificação de solicitações e mensagens;
  • Processamento de pedidos;
  • Atualização de informações no Dynamics 365;
  • Triagem de atendimentos;
  • Geração de conteúdo;
  • Processamento periódico de arquivos.

O problema nem sempre será percebido imediatamente.

Um fluxo pode continuar sendo acionado, mas falhar na etapa responsável por interpretar ou classificar os dados. Se o monitoramento for insuficiente, a equipe poderá descobrir a falha apenas quando os registros deixarem de ser criados ou atualizados.

Como saber se a empresa utiliza AI Builder?

Nem sempre o uso é evidente para os gestores ou administradores.

O AI Builder pode estar incorporado a um aplicativo, fluxo ou solução desenvolvida por um fornecedor. Também pode ter sido configurado durante uma prova de conceito que acabou se tornando parte da operação.

Alguns sinais ajudam a identificar esse cenário:

  • Fluxos que extraem dados de PDFs ou imagens;
  • Aplicativos que reconhecem texto;
  • Processos que classificam mensagens;
  • Modelos personalizados de previsão;
  • Prompts utilizados no Power Automate;
  • Automações que analisam documentos recebidos;
  • Soluções importadas que dependem de recursos de IA.

A ausência do nome AI Builder na tela utilizada pelo funcionário não significa que o recurso não esteja sendo utilizado.

Por isso, o levantamento deve incluir aplicativos, fluxos e soluções de todos os ambientes, inclusive aqueles desenvolvidos por terceiros.

Como consultar o consumo atual?

Os administradores podem consultar informações de capacidade no Power Platform Admin Center.

Durante a transição, é importante analisar tanto os créditos do AI Builder quanto os Copilot Credits. Sempre que possível, a investigação deve considerar o ambiente, o aplicativo, o fluxo ou o agente responsável pelo consumo.

A gestão de Copilot Credits oferece informações sobre consumo diário, utilização por ambiente e relatórios detalhados. Esses dados ajudam a identificar quais produtos e recursos de IA estão gerando consumo.

A análise inicial deve responder a algumas perguntas:

  • Quanto foi consumido nos últimos meses?
  • Quais ambientes concentram o uso?
  • Quais processos geram maior consumo?
  • Existem picos em determinados dias ou períodos?
  • O consumo aumenta conforme o volume de documentos?
  • Há fluxos de teste executando sem necessidade?
  • Qual capacidade ainda está disponível?
  • Quando terminam os contratos atuais?
  • Existem Copilot Credits atribuídos aos ambientes?
  • O pagamento conforme o uso está configurado?

Sem esse levantamento, qualquer estimativa de custo será pouco confiável.

O consumo será igual ao dos créditos antigos?

Não é recomendável fazer uma conversão simples entre os dois modelos.

Segundo o material de referência da Microsoft apresentado para esta transição, não existe uma equivalência direta entre os créditos tradicionais do AI Builder e os Copilot Credits. As taxas variam conforme o recurso utilizado.

O consumo pode depender de fatores como:

  • Tipo de modelo e recurso de inteligência artificial;
  • Quantidade de documentos e páginas processadas;
  • Volume de texto analisado;
  • Frequência das execuções;
  • Complexidade do processamento;
  • Modelo utilizado;
  • Quantidade de usuários e tarefas programadas.

Por isso, afirmar que determinada quantidade de créditos antigos equivale a um volume fixo de Copilot Credits pode gerar previsões incorretas.

O caminho mais seguro é medir o consumo real dos processos e utilizar esses dados para planejar a capacidade futura.

Copilot Credits são utilizados apenas por agentes?

Não. Apesar da associação com o Copilot Studio, os Copilot Credits também podem ser utilizados por recursos de inteligência artificial presentes no Power Apps e no Power Automate.

Assim, uma empresa pode consumir Copilot Credits mesmo sem possuir um agente conversacional destinado a funcionários ou clientes.

O planejamento deve considerar todos os recursos elegíveis em uso no ambiente. Caso contrário, agentes, aplicativos e automações poderão disputar a mesma capacidade disponível.

É possível utilizar o pagamento conforme o uso?

A Microsoft oferece opções de capacidade antecipada e pagamento conforme o uso em determinados cenários.

No modelo de pagamento conforme o uso, o consumo pode ser vinculado a uma assinatura do Azure. Essa alternativa pode ajudar empresas que precisam de flexibilidade para acompanhar uma demanda variável.

Entretanto, esse modelo também exige controle.

Sem limites, alertas e acompanhamento, uma mudança no volume de processamento pode aumentar a cobrança. Um fluxo em repetição ou uma carga inesperada de documentos pode elevar rapidamente o consumo.

Portanto, o pagamento conforme o uso deve ser tratado como uma opção de cobrança, e não como substituto da governança.

Como evitar interrupções nas automações?

A transição deve ser conduzida com planejamento técnico e financeiro. Estas sete medidas ajudam a reduzir riscos.

1. Faça um inventário das soluções

Identifique os aplicativos, fluxos e componentes que utilizam AI Builder ou recursos equivalentes.

Inclua os ambientes de produção, homologação e desenvolvimento. Registre também as dependências de soluções fornecidas por terceiros.

2. Verifique contratos e datas

Identifique quais licenças fornecem créditos incluídos, quando foram adquiridas ou renovadas e quando termina cada contrato.

Confirme também a existência de complementos ativos e as condições aplicáveis a cada um.

3. Meça o consumo

Analise o histórico dos últimos meses e identifique os períodos de maior utilização.

Considere fechamentos financeiros, campanhas, sazonalidade e picos de processamento. Esses fatores podem alterar a demanda por capacidade.

4. Priorize os processos críticos

Avalie o impacto de uma eventual falha em cada automação.

Uma prova de conceito interna tem um nível de risco diferente de um fluxo responsável pelo cadastro de pedidos ou pelo processamento de documentos financeiros.

Essa classificação ajuda a definir a ordem das ações.

5. Planeje a capacidade futura

Compare as opções de capacidade antecipada e pagamento conforme o uso, quando disponíveis para o cenário da empresa.

Considere o consumo atual, o crescimento esperado, a sazonalidade e uma margem de segurança.

6. Configure o monitoramento

Defina responsáveis por acompanhar o consumo, os erros e os alertas.

O controle não deve acontecer apenas no momento da contratação. O acompanhamento contínuo ajuda a identificar desvios antes que eles afetem a operação.

7. Teste a continuidade

Realize testes em um ambiente controlado e confirme se a capacidade está corretamente atribuída.

Também verifique como os processos se comportam quando a capacidade se aproxima do limite. Documente os procedimentos para identificar e corrigir falhas.

Quais custos devem entrar no planejamento?

O investimento não se resume à compra de créditos.

A análise também deve considerar:

  • Copilot Credits;
  • Consumo no Azure, quando aplicável;
  • Revisão e otimização dos fluxos;
  • Correção de modelos ineficientes;
  • Ambientes de teste;
  • Monitoramento e suporte;
  • Tratamento de falhas e reprocessamentos;
  • Crescimento do volume de documentos;
  • Manutenção das automações.

Também é importante calcular o custo de não agir.

Uma automação interrompida pode exigir trabalho manual, atrasar cadastros e comprometer prazos. Dependendo do processo, o impacto operacional poderá superar o custo da capacidade necessária.

Como reduzir o consumo sem prejudicar os processos?

Antes de contratar mais capacidade, procure oportunidades de otimização.

Algumas medidas incluem:

  • Evitar o processamento duplicado de documentos;
  • Filtrar arquivos antes de enviá-los à IA;
  • Reduzir execuções desnecessárias;
  • Corrigir fluxos em repetição;
  • Separar testes dos ambientes de produção;
  • Desativar provas de conceito antigas;
  • Processar apenas as páginas relevantes;
  • Revisar a frequência de tarefas agendadas;
  • Monitorar erros e reprocessamentos;
  • Utilizar regras tradicionais quando a inteligência artificial não agregar valor.

Nem toda atividade precisa de IA. Quando as condições de um processo são claras e previsíveis, uma regra determinística pode ser mais simples e econômica.

A otimização deve preservar a qualidade dos resultados e a confiabilidade da operação.

Checklist para a transição do AI Builder

Antes de renovar licenças ou depender dos Copilot Credits, confirme se sua empresa já:

  • Identificou todos os recursos do AI Builder em uso;

  • Mapeou os ambientes e os responsáveis pelas automações;

  • Calculou o consumo mensal e identificou os picos;

  • Classificou os processos por criticidade;

  • Verificou as datas de término dos contratos;

  • Conferiu os créditos ainda disponíveis;

  • Verificou a atribuição de Copilot Credits;

  • Avaliou o pagamento conforme o uso;

  • Configurou alertas e monitoramento;

  • Definiu como identificar e corrigir falhas;

  • Aprovou um orçamento para a nova capacidade;

  • Identificou oportunidades de otimização.

Esse levantamento oferece uma visão mais clara dos riscos técnicos e financeiros envolvidos na transição.

Conclusão: prepare suas automações para a mudança

A mudança nos créditos do AI Builder em novembro de 2026 não encerra os recursos de inteligência artificial da Power Platform. No entanto, empresas que dependem dessas funcionalidades precisam entender como será o consumo futuro e qual capacidade estará disponível após o término dos direitos atuais.

Esperar uma falha para descobrir o consumo real é uma estratégia arriscada.

Com inventário, análise de consumo, planejamento de capacidade e monitoramento, é possível preparar os ambientes e reduzir o risco de interrupções.

A STG Consultoria pode apoiar sua empresa no inventário das soluções, na análise dos fluxos integrados ao Dynamics 365 e no planejamento da capacidade necessária para a transição aos Copilot Credits.

Sua empresa utiliza IA para processar documentos, classificar informações ou automatizar cadastros? Entre em contato com a STG e avalie seu ambiente antes que uma mudança de capacidade comprometa seus processos.

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